Escrito...

A minha literatura diz e não diz: diz porque, no momento de aspersão inspiradora, (quase) se nota uma fisgada de incomodidade, uma crítica sutil, para que a poesia floresça... Não diz porque as inquietações são dialéticas - parte de cada leitor -, o que se vive, sonha, pensa e sente...

terça-feira, 28 de julho de 2009

O inventor


Às crianças:
Igor e Vanessa, Jessé Jr. e Jéssica, Breno e Bruno


No “vendaval” da tarde, o menininho brincava com as folhas caídas das mangueiras de seu quintal. As folhas rodopiavam, desenhando poesia no ar.
Depois daquele momento, ele correu para os braços de sua avó e, com uma certa curiosidade de uns 5 pontos na escala sísmica, perguntou:
_ Vó, o que faz a natureza ter vento, então?
E ela, no seu sempre sorriso bonachão, responde:
_ Um imenso ventilador celeste!
O menininho desenhou o aparelho na sua imaginação. Ficou um minutinho pensativo e, com o semblante em interrogação, voltou-se para a avó novamente e...
_ Deus, meu filho, Deus! – disse ela tranquila antes da nova pergunta.

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